BARBRA STREISAND MEMORY Lembrança 30.12.2010 MIDNIGHT Meia-noite, NOT A SOUND FROM THE PAVEMENT Nenhum som da calçada. HAS THE MOON LOST HER MEMORY A lua perdeu sua memória? SHE IS SMILING ALONE Ela está sorrindo sozinha... IN THE LAMPLIGHT Na luz do lampião, THE WITHERED LEAVES As folhas secas COLLECT AT MY FEET Juntam-se aos meus pés AND THE WIND BEGINS TO MOAN E o vento começa a gemer...
MEMORY Lembrança, ALL ALONE IN THE MOONLIGHT Totalmente sozinha ao luar, I CAN DREAM OF THE OLD DAYS Eu posso sonhar com os velhos dias, LIFE WAS BEAUTIFUL THEN A vida era linda naquele tempo. I REMEMBER THE TIME Eu lembro da época [em que] I KNEW WHAT HAPPINESS WAS Eu sabia o que era a felicidade. LET THE MEMORY LIVE AGAIN Deixe a lembrança viver novamente...
EVERY STREET LAMP Cada lampião da rua SEEMS TO BEAT Parece palpitar A FATALISTIC WARNING Um aviso fatalista. SOMEONE MUTTERS Alguém murmura AND THE STREET LAMP SPUTTERS E o lampião de rua goteja, AND SOON IT WILL BE MORNING E logo será manhã.
DAYLIGHT Luz do dia, I MUST WAIT FOR THE SUNRISE Eu devo esperar pelo nascer do sol, I MUST THINK OF A NEW LIFE Eu devo pensar sobre uma nova vida AND I MUSTN'T GIVE IN E eu não devo ceder. WHEN THE DOWN COMES Quando a aurora chegar, TONIGHT WILL BE A MEMORY TOO Esta noite será uma lembrança também AND A NEW DAY WILL BEGIN E um novo dia começará.
BURNT OUT ENDS OF SMOKY DAYS Finais desgastados de dias esfumaçados THE STALE COLD SMELL OF MORNING O cheiro frio e passado da manhã. A STREET LAMP DIES Um lampião da rua se apaga, ANOTHER NIGHT IS OVER Outra noite terminou, ANOTHER DAY IS DOWNING Mais um dia está amanhecendo...
TOUCH ME Toque-me, IT IS SO EASY TO LEAVE ME É tão fácil me abandonar ALL ALONE WITH THE MEMORY Totalmente sozinha com a lembrança OF MY DAYS IN THE SUN Dos meus dias ao sol. IF YOU TOUCH ME, Se você me tocar, YOU'LL UNDERSTAND WHAT HAPPINESS IS Você compreenderá o que é a felicidade. LOOK, A NEW DAY HAS BEGUN Olhe, um novo dia começou! .
Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte Porque apesar de muito moço me sinto são e salvo e forte E tenho comigo pensado Deus é brasileiro e anda do meu lado E assim já não posso sofrer no ano passado Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro
Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte Porque apesar de muito moço me sinto são e salvo e forte E tenho comigo pensado Deus é brasileiro e anda do meu lado E assim já não posso sofrer no ano passado
Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorrro Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro
Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte Porque apesar de muito moço me sinto são e salvo e forte E tenho comigo pensado Deus é brasileiro e anda do meu lado E assim já não posso sofrer no ano passado
Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro
Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo. Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado [sem pagar, Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Para fora da possibilidade do soco; Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, Nunca foi senão príncipe — todos eles príncipes — na vida…
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado, Podem ter sido traídos — mas ridículos nunca! E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que venho sido vil, literalmente vil, Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Provisoriamente não cantaremos o amor, que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos. Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços, não cantaremos o ódio, porque este não existe, existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro, o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos, o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas, cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas, cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte. Depois morreremos de medo e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas