terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

DIANA - PORQUE BRIGAMOS




Quanto mais eu penso em lhe deixar
Mais eu sinto que eu não posso
Pois eu me prendi a sua vida
Muito mais do que devia
Quando é noite de regresso você briga por qualquer motivo
Confesso que tenho vontade de ir pra bem longe, pra nunca mais
te ver

Ó meu amado porque brigamos
Não posso mais viver assim sempre chorando
A minha paz estou perdendo
A nossa vida deve ser de alegria, pois eu lhe amo tanto

Já não consigo esquecer as tolices que você diz nessas horas
Já tentei mais não posso
Tenho a impressão que do amor que uma dia existiu entre nós
Hoje só resta uma chama apagando
O medo de ficar só me apavora
E eu me desespero
Só me resta pedir sua ajuda
Pedir que você não me deixe meu amor

Ó meu amado porque brigamos
Não posso mais viver assim sempre chorando
A minha paz estou perdendo
A nossa vida deve ser de alegria

domingo, 19 de fevereiro de 2006

MARISA MONTE - MEMORIAS CRONICAS E DECLARACOES DE AMOR - ALBUM


Memórias, Crônicas e Declarações de Amor (Textos, Provas e Desmentidos) é o quarto álbum de estúdio da cantora brasileira Marisa Monte. Foi lançado em 2000. O álbum debutou na primeira posição dos discos mais vendidos no Brasil. Se tornou o quinto álbum consecutivo de Monte a alcançar essa posição na parada musical. Vendeu mais de 1 milhão de cópias no Brasil, sendo certificado de disco de Diamante, foi o disco mais vendido de sua carreira musical. Com este disco Marisa recebeu sua primeiras indicações ao Grammy Latino, uma para "Amor I Love You" na categoria Melhor Canção Brasileira é ganhou na categoria Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro. Em 2009 o disco foi eleito pelo site da MTV Brasil, como décimo quinto dos Os 55 Melhores Discos Pop Nacionais, lançando 1998 a 2008.

01."Amor I Love You"* Marisa Monte/Carlinhos Brown  3:12
02."Não Vá Embora"* Monte/Arnaldo Antunes  3:37
03."O Que Me Importa"* José de Ribamar Cury Heluy  3:21
04."Não É Fácil" Monte/Brown/Antunes 3:05
05."Perdão Você" Brown/Alaim Tavares 3:30
06."Tema de Amor" Monte/Brown 3:57
07."Abololô" Monte/Lucas Santtana 2:37
08."Para Ver as Meninas" Paulinho da Viola 3:52
09."Cinco Minutos" Jorge Ben 3:55
10."Gentileza"  Monte 2:47
11."Água Também É Mar" Monte/Brown/Antunes 2:45
12."Gotas de Luar" Nelson Cavaquinho/Guilherme de Brito 1:52
13."Sou Seu Sabiá" Caetano Veloso 2:57



hashtags:

#2000,
#2000-MarisaMonte-MemóriasCrônicasEDeclaraçõesDeAmor,
#♪♫MarisaMonte♥,
alb♥m,
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sábado, 28 de janeiro de 2006

CARLOS HEITOR CONY - ESTATUTO DO HOMEM

Estatuto do Homem
(Ato Institucional Permanente)
A Carlos Heitor Cony
28/01/2005


Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.

Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.

Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.

Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.

Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.

Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.

Thiago de Mello
Santiago do Chile, Abril de 1964
.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

VANUSA - MANHAS DE SETEMBRO



Manhãs de Setembro
VANUSA
27/01/2005


Fui eu que se fechou no muro e guardou lá fora
Fui eu que num esforço se guardou na indiferença.
Fui eu que em numa tarde se fez tarde de tristeza
Fui eu que conseguiu ficar e ir embora.

E fui esquecida
Fui eu
Fui eu que em noites frias se sentia bem
E na solidão sem ter ninguém fui eu
Fui eu que em primavera só não viu as flores
e o sol
Nas manhãs de setembro.

Eu quero sair
Eu quero falar
Eu quero ensinar o vizinho a cantar
Eu quero sai
eu quero falar
Eu quero ensinar o vizinho a cantar
Nas manhãs de setembro
Nas manhãs de setembro
Nas manhãs de setembro
Nas Manhãs...


quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

RITA COOLIDGE - WE RE ALL ALONE


We're All Alone
Rita Coolidge
By: Boz Scaggs
25/01/2005


Outside the rain beginsand it may never end

So cry no more
On the shore a dreamwill take us out to sea
Forever more, forever more
Close your eyes and dream
And you can be with me'
Neath the wavesthrough the caves of hours
Long forgotten now
We're all alone, we're all alone
Chorus
Close the windowcalm the light
And it will be alright
No need to bother now
Let it out let it all begin
Learn how to pretend
Once a story's told
It can't help but grow old
Roses do lovers too
So cast your seasons to the wind
And hold me dear, oh hold me dear
Close the windowcalm the light
And it will be alright
No need to bother now
Let it out let it all begin
All's forgotten now
We're all alone, oh we're all alone
Close the window calm the light
And it will be alright
No need to bother now
Let it out let it all begin
Owe it to the wind my love.

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

KC & THE SUNSHINE BAND - KEEP IT COMIN LOVE

KC & The Sunshine Band - Keep It Comin Love


Keep It Comin' Love

KC & The Sunshine Band
(H.W. Casey/R. Finch)


Keep it comin' love

Keep it comin' love
Don't stop it now, don't stop it no
Don't stop it now, don't stop it
Keep it comin' love
Keep it comin' love
Don't stop it now, don't stop it no
Don't stop it now, don't stop it.

Don't let your well run dry

Don't stop it now
Don't give me no reasons why
Don't stop it now.

Keep it comin' love

Keep it comin' love
Don't stop it now, don't stop it no
Don't stop it now, don't stop it
Keep it comin' love
Keep it comin' love
Don't stop it now, don't stop it no
Don't stop it now, don't stop it.

Don't build me up just to let me drop

Don't stop it now
Don't turn me on just to turn me off
Don't stop it now.
(repeat chorus)

Don't tell me there ain't no more

Don't stop it now
Don't turn me down and just close your door
Don't stop it now ooh
Keep it comin' love
Oh yeah.
(repeat chorus)

Keep it comin' love

Keep it comin' love
Keep it comin' love
Keep it comin' love.

ROBERTO CARLOS - CAVAGALDA



Roberto Carlos - Cavalgada


Vou cavalgar por toda a noite por uma estrada colorida
Usar meus beijos como açoite e a minha mão mais atrevida

Vou me agarrar aos seus cabelos pra não cair do seu galope
Vou atender aos meus apelos antes que o dia nos sufoque

Vou me perder de madrugada pra te encontrar no meu abraço
Depois de toda cavalgada vou me deitar no seu cansaço

Sem me importar se nesse instante sou dominado ou se domino
Vou me sentir como um gigante ou nada mais do que um menino

Estrelas mudam de lugar chegam mais perto só pra ver
E ainda brilham de manhã depois do nosso adormecer

E na grandeza desse instante, o amor cavalga sem saber
Que na beleza dessa hora o sol espera pra nascer

Estrelas mudam de lugar chegam mais perto só pra ver
E ainda brilham na manhã depois do nosso adormecer.


terça-feira, 17 de janeiro de 2006

PABLO NERUDA - AQUI EU TE AMO




AQUI EU TE AMO... Aqui eu te amo. Nos escuros pinheiros se desenlaça o vento. Fosforece a lua sobre as águas errantes. Andam dias iguais a perseguir-se. Descinge-se a névoa em dançantes figuras. Uma gaivota de prata se desprende do ocaso. As vezes uma vela. Altas, altas, estrelas. Ou a cruz negra de um barco. Só. As vezes amanheço, e minha alma está úmida. Soa, ressoa o mar distante. Isto é um porto. Aqui eu te amo. Aqui eu te amo e em vão te oculta o horizonte. Estou a amar-te ainda entre estas frias coisas. As vezes vão meus beijos nesses barcos solenes, que correm pelo mar rumo a onde não chegam. Já me creio esquecido como estas velha âncoras. São mais tristes os portos ao atracar da tarde. Cansa-se minha vida inutilmente faminta... Eu amo o que não tenho. E tu estás tão distante. Meu tédio mede forças com os lentos crepúsculos. Mas a noite enche e começa a cantar-me. A lua faz girar sua arruela de sonho. Olham-me com teus olhos as estrelas maiores. E como eu te amo, os pinheiros no vento, querem cantar o teu nome, com suas folhas de cobre.

***** Pablo Neruda.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

☝# DEPILACAO NA VIRILHA


☝# DEPILACAO NA VIRILHA
 
 
DEPILAÇÃO DA VIRILHA
"Tenta sim. Vai ficar lindo." 03/03/2005


Foi assim que decidi, por livre e espontânea 'pressão de amigas', me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de 'Calígula' com 'O Albergue'. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca.
Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era 'O Albergue' mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- ... é ... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o SAMU. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia.
Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram uns pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu tuin peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra... por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar... namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais.
Queria matar minhas amigas.
Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso.
Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.



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quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

DALVA DE OLIVEIRA - BANDEIRA BRANCA




Bandeira Branca, Amor
Não Posso Mais
Pela Saudade
Que Me Invade
Eu Peço Paz (Bis)

Saudade Mal De Amor, De Amor
Saudade Dor Que Dói Demais
Vem Meu Amor
Bandeira Branca
Eu Peço Paz


terça-feira, 27 de dezembro de 2005

CHICO BUARQUE - LUIZA


Chico Buarque - Luíza


Rua,
Espada nua
Boia no céu imensa e amarela
Tão redonda a lua
Como flutua
Vem navegando o azul do firmamento
E no silêncio lento
Um trovador, cheio de estrelas
Escuta agora a canção que eu fiz
Pra te esquecer Luiza
Eu sou apenas um pobre amador
Apaixonado
Um aprendiz do teu amor
Acorda amor
Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração

Vem cá, Luiza
Me dá tua mão
O teu desejo é sempre o meu desejo
Vem, me exorciza
Me dá tua boca
E a rosa louca
Vem me dar um beijo
E um raio de sol
Nos teus cabelos
Como um brilhante que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar Luiza
Luiza
Luiza



segunda-feira, 26 de dezembro de 2005

MICHAEL BUBLE - THE WAY YOU LOOK TONIGHT



MICHAEL BUBLE - The Way You Look Tonight

The Way You Look Tonight
Michael Bublé

The Way You Look Tonight
Some day, when I´m awfully low
When the world is cold
I will feel a glow just thinking of you
And the way you look tonight

You´re lovely, with your smile so warm
And your cheeks so soft
There is nothing for me but to love you
And the way you look tonight

With each word your tenderness grows
Tearing my fears apart
And that laugh that wrinkles your nose
It touches my foolish heart

Lovely, never ever change
Keep that breathless charm
Won´t you please arrange it?
´Cause I love you
Just the way you look tonight

With each word your tenderness grows
Tearing my fears apart
And that laugh that wrinkles your nose
It touches my foolish heart

Lovely, don´t you ever change
Keep that breathless charm
Won´t you please arrange it?
´Cause I love you
Just the way you look tonight

Hmmm... tonight.



O Jeito Que Você Está Essa Noite


Algum dia, quando eu estiver terrivelmente pra baixo
Quando o mundo estiver frio
Eu vou sentir um fulgor só de pensar em você
E o jeito que você está essa noite

Você é amável com seu sorriso tão quente
E seu rosto tão suave
Não existe nada pra mim a não ser amar você
E o jeito que você está essa noite

Com cada palavra sua ternura cresce
Acabando com meus medos
E esse riso que enruga seu nariz
Toca o meu coração bobo

Amável, nunca mude
Mantenha esse encanto que tira o fôlego
Você não vai arranjá-lo, por favor?
Pois eu amo você
E o jeito que você está essa noite

Com cada palavra sua ternura cresce
Acabando com meus medos
E esse riso que enruga seu nariz
Toca o meu coração bobo

Amável, nunca mude
Mantenha esse encanto que tira o fôlego
Você não vai arranjá-lo, por favor?
Pois eu amo você
E o jeito que você esta essa noite

Hmmm... essa noite.



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❤# BOM DIA QUINTA-FEIRA - A VIDA EH UMA ESTRADA NEM SEMPRE ASFALTADA

  ❤# BOM DIA QUINTA-FEIRA - A VIDA EH UMA ESTRADA NEM SEMPRE ASFALTADA Bom dia, Quinta-feira! A vida é uma estrada, nem sempre asfaltada. Ha...