sábado, 25 de julho de 2015

NOS QUADRINHOS TUDO E POSSIVEL


RADIOHEAD - FAKE PLASTIC TREES


RADIOHEAD - FAKE PLASTIC TREES


FAKE PLASTIC TREES
ÁRVORES ARTIFICIAIS DE PLÁSTICO


HER GREEN PLASTIC WATERING CAN
O regador verde de plástico dela
FOR HER FAKE CHINESE RUBBER PLANT
Para sua planta artificial chinesa de borracha
IN THE FAKE PLASTIC EARTH
Na terra artificial de plástico
THAT SHE BOUGHT FROM A RUBBER MAN
Que ela comprou de um homem de borracha
IN A TOWN FULL OF RUBBER PLANS
Numa cidade cheia de planos de borracha
TO GET RID OF ITSELF
Para se livrar de si mesma


IT WEARS HER OUT, IT WEARS HER OUT
Isso a desgasta, isso a desgasta
IT WEARS HER OUT, IT WEARS HER OUT
Isso a desgasta, isso a desgasta


SHE LIVES WITH A BROKEN MAN
Ela mora com um homem corrompido
A CRACKED POLYSTYRENE MAN
Um homem de polistireno lascado
WHO JUST CRUMBLES AND BURNS
Que apenas se destrói e se queima
HE USED TO DO SURGERY
Ele costumava fazer cirurgias
FOR GIRLS IN THE EIGHTIES
Para garotas dos anos 80
BUT GRAVITY ALWAYS WINS
Mas a gravidade sempre vence


IT WEARS HIM OUT, IT WEARS HIM OUT
Isso o desgasta, isso o desgasta
IT WEARS HIM OUT, IT WEARS HIM OUT
Isso o desgasta, isso o desgasta


SHE LOOKS LIKE THE REAL THING
Ela parece algo real
SHE TASTES LIKE THE REAL THING
Ela tem o gosto de algo real
MY FAKE PLASTIC LOVE
Meu falso amor de plástico
BUT I CAN'T HELP THE FEELING
Mas não posso evitar o sentimento
I COULD BLOW THROUGH THE CEILING
Eu poderia explodir pelo telhado
IF I JUST TURN AND RUN
Se eu apenas me virar e correr


IT WEARS ME OUT, IT WEARS ME OUT
Isso me desgasta, isso me desgasta
IT WEARS ME OUT, IT WEARS ME OUT
Isso me desgasta, isso me desgasta


IF I COULD BE WHO YOU WANTED
Se eu pudesse ser quem você desejava
IF I COULD BE WHO YOU WANTED ALL THE TIME
Se eu pudesse ser quem você sempre desejou o tempo todo

ALL THE TIME...
O tempo todo...





sexta-feira, 24 de julho de 2015

CHEEESE


PAULO LEMINSKI - POESIA:



Paulo Leminski
Poesia:


“words set to music” (Dante
via Pound), “uma viagem ao
desconhecido” (Maiakóvski), “cernes
e medulas” (Ezra Pound), “a fala do
infalável” (Goethe), “linguagem
voltada para a sua própria
materialidade” (Jakobson),
“permanente hesitação entre som e
sentido” (Paul Valery), “fundação do
ser mediante a palavra” (Heidegger),
“a religião original da humanidade”
(Novalis), “as melhores palavras na
melhor ordem” (Coleridge), “emoção
relembrada na tranquilidade”
(Wordsworth), “ciência e paixão”
(Alfred de Vigny), “se faz com
palavras, não com ideias” (Mallarmé),
“música que se faz com ideias”
(Ricardo Reis/Fernando Pessoa), “um
fingimento deveras” (Fernando
Pessoa), “criticismo of life” (Mathew
Arnold), “palavra-coisa” (Sartre),
“linguagem em estado de pureza
selvagem” (Octavio Paz), “poetry is to
inspire” (Bob Dylan), “design de
linguagem” (Décio Pignatari), “lo
impossible hecho possible” (Garcia
Lorca), “aquilo que se perde na
tradução (Robert Frost), “a liberdade
da minha linguagem” (Paulo Leminski)…



quarta-feira, 22 de julho de 2015

EDIBAR - O SEXO EMAGRECE


ARTUR DA TAVOLA - ELA NAO E O MAIS BRILHANTE DOS SENTIMENTOS


ELA NÃO É O MAIS BRILHANTE DOS SENTIMENTOS
ARTUR DA TÁVOLA


Ela não é o mais brilhante dos sentimentos, mas o mais sutil, delicado e penetrante. O mais independente, também. É raro ter afinidade. É muito raro. Mas, quando existe, não precisa de palavras para se manifestar. O que você tem dificuldade de expressar a uma pessoa não afim, sai facilmente diante de alguém com quem você tenha afinidade. Não importam o tempo, a ausência, os adiantamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.

A afinidade é um sentimento singular, discreto e independente. Não precisa do amor. Pode existir quando ele está presente ou quando não está. Independe do amor, mas não independe da amizade. Pode existir a quilômetros de distância. É adivinhado na maneira de falar, escrever, de andar, de respirar. Há afinidade com pessoas a quem apenas vemos passar, com vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos. Há afinidades com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos, veremos ou falaremos.

Afinidade é uma espécie de linguagem secreta do cérebro humano, ainda não estudada. Está naquela parte da cabeça que os cientista dizem ser a maior e ainda não suficientemente explorada e usada por nós. Dessa misteriosa e grandiosa parte do cérebro sai a linguagem da afinidade, uma linguagem sem palavra. Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem para buscar a sintonia com pessoas distantes, com amigos a quem não vemos, com amores latentes, com irmãos de não-vivido?

A afinidade é singular, discreta e independente, repito, porque não precisa do tempo para existir. Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem você estabeleceu o vinculo da afinidade. No dia em que a vir de novo, vai prosseguir a relação exatamente do ponto em que parou. Sensível é a afinidade. É ficar de longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem. É ficar conversando sem trocar palavras. Afinidade não é temporária, não passa com o tempo e a distância. Aliás, é o único sentimento superior ao tempo.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

✌# AD - UM AMIGO ME CHAMOU PARA CUIDAR DA DOR DELE - GUARDEI A MINHA NO BOLSO E FUI - FELIZ DIA DO AMIGO


 

✌# AD - UM AMIGO ME CHAMOU PARA CUIDAR DA DOR DELE - GUARDEI A MINHA NO BOLSO E FUI - FELIZ DIA DO AMIGO
 
 
Autor Desconhecido

Um amigo me chamou pra cuidar da dor dele, guardei a minha no bolso e fui.

Feliz Dia do Amigo!


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PAULO FREIRE - DESRESPEITANDO OS FRACOS ENGANANDO OS INCAUTOS



Paulo Freire

Desrespeitando os fracos, enganando os incautos, ofendendo a vida, explorando os outros, discriminando o índio, o negro, a mulher, não estarei ajudando meus filhos a ser sérios, justos e amorosos da vida e dos outros.

EDIBAR - PISCINA DE BOLINHA E PARA OS FRACOS


FELIZ DIA DO AMIGO




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quarta-feira, 15 de julho de 2015

CHRISTOPHE - ALINE



CHRISTOPHE - ALINE


ALINE
J'AVAIS DESSINÉ SUR LE SABLE
SON DOUX VISAGE QUI ME SOURIAIT
PUIS IL A PLU SUR CETTE PLAGE
DANS CET ORAGE, ELLE A DISPARU

ET J'AI CRIÉ, CRIÉ, ALINE, POUR QU'ELLE REVIENNE
ET J'AI PLEURÉ, PLEURÉ, OH! J'AVAIS TROP DE PEINE

JE ME SUIS ASSIS AUPRÈS DE SON ÂME
MAIS LA BELLE DAME S'ÉTAIT ENFUIE
JE L'AI CHERCHÉE SANS PLUS Y CROIRE
ET SANS UN ESPOIR, POUR ME GUIDER

ET J'AI CRIÉ, CRIÉ, ALINE, POUR QU'ELLE REVIENNE
ET J'AI PLEURÉ, PLEURÉ, OH! J'AVAIS TROP DE PEINE

JE N'AI GARDÉ QUE CE DOUX VISAGE
COMME UNE ÉPAVE SUR LE SABLE MOUILLÉ

ET J'AI CRIÉ, CRIÉ, ALINE, POUR QU'ELLE REVIENNE
ET J'AI PLEURÉ, PLEURÉ, OH! J'AVAIS TROP DE PEINE

ET J'AI CRIÉ, CRIÉ, ALINE, POUR QU'ELLE REVIENNE
ET J'AI PLEURÉ, PLEURÉ, OH! J'AVAIS TROP DE PEINE...

Aline
Eu desenhei sobre a areia
Seu suave rosto que me sorria
Depois choveu sobre essa praia
Nessa tempestade, ela desapareceu

E eu gritei, gritei, Aline, para que ela voltasse
Eu chorei, chorei, oh! eu sentia muita dor

Eu me sentei perto da sua alma
Mas a bela senhora fugiu
Eu a procurei sem mais acreditar
E sem esperança para me guiar

Eu gritei, gritei, Aline, para que ela voltasse
Eu chorei, chorei, oh! eu sentia muita dor

Eu guardei apenas esse suave rosto
Como um nalfrágio sobre a areia molhada

Eu gritei, gritei, Aline, para que ela voltasse)
Eu chorei, chorei, oh! eu sentia muita dor

Eu gritei, gritei, Aline, para que ela voltasse
Eu chorei, chorei, oh! eu sentia muita dor...


GRAVIDAS E IDOSOS CAUSAM SONO


domingo, 12 de julho de 2015

OLIVIA RUIZ - LA FEMME CHOCOLAT



OLIVIA RUIZ - LA FEMME CHOCOLAT

LA FEMME CHOCOLAT
A MULHER CHOCOLATE


TAILLE-MOI LES HANCHES À LA HACHE
Meça meus quadris com um machado
J'AI TROP MANGÉ DE CHOCOLAT
Eu comi muito chocolate
CROQUE MOI LA PEAU, S'IL-TE-PLAÎT
Morda minha pele, por favor
CROQUE MOI LES OS, S'IL LE FAUT
Morda meus ossos, se for preciso


C'EST LE TEMPS DES GRANDES MÉTAMORPHOSES
É o tempo das grandes metamorfoses


AU BOUT DE MES TOUT PETITS SEINS
Na ponta dos meus seios pequeninos
S'INSINUENT, POINTUES ET DODUES
Insinuam-se, pontudas e gorduchas
DEUX NOISETTES, CRAC! TU LES MANGES
Duas avelãs, crac! Você as come


C'EST LE TEMPS DES GRANDES MÉTAMORPHOSES
É o tempo das grandes metamorfoses


AU BOUT DE MES LÈVRES ENTROUVERTES
Na ponta dos meus lábios entreabertos
POUSSE UN FRAMBOISIER ROUGE ARGENTÉ
Brota uma framboeseira vermelha prateada
POURRAIS-TU M'EMBRASSER POUR ME LE COUPER...
Você poderia me beijar para cortá-la...


PÉTRIS-MOI LES HANCHES DE BAISERS
Modela meus quadris com beijos
JE DEVIENS LA FEMME CHOCOLAT
Eu me torno a mulher chocolate
LAISSE FONDRE MES HANCHES NUTELLA
Deixa derreter meus quadris Nutella
LE SANG QUI COULE EN MOI C'EST DU CHOCOLAT CHAUD...
O sangue que corre em mim é chocolate quente...

UN JOUR JE VAIS M'ENVOLER
Um dia eu vou voar
A TRAVERS LE CIEL À FORCE DE GONFLER...
Pelo céu de tanto inchar...
ET JE BAILLERAI DES ÉCLAIRS
E eu bocejarei relâmpagos
UNE COMÈTE PLANTÉE ENTRE LES DENTS
Um cometa fincado entre os dentes
MAIS SUR TERRE, EN ATTENDANT
Mas na terra, enquanto espero
JE ME TRANSFORMERAI EN LA FEMME CHOCOLAT...
Me transformarei na mulher chocolate


TAILLE-MOI LES HANCHES À LA HACHE
Talha meus quadris com um machado
J'AI TROP MANGÉ DE CHOCOLAT...
Eu comi muito chocolate...




MANUEL BANDEIRA - O ANEL DE VIDRO


Manuel Bandeira
O Anel de Vidro


Aquele pequenino anel que tu me deste,
— Ai de mim — era vidro e logo se quebrou
Assim também o eterno amor que prometeste,
— Eterno! era bem pouco e cedo se acabou.

Frágil penhor que foi do amor que me tiveste,
Símbolo da afeição que o tempo aniquilou, —
Aquele pequenino anel que tu me deste,
— Ai de mim — era vidro e logo se quebrou

Não me turbou, porém, o despeito que investe
Gritando maldições contra aquilo que amou.
De ti conservo no peito a saudade celeste
Como também guardei o pó que me ficou
Daquele pequenino anel que tu me deste

sábado, 11 de julho de 2015

GAL COSTA - ALGUEM ME DISSE


Gal Costa - Alguém Me Disse

Alguém me disse que tu andas novamente
De novo amor nova paixão toda contente
Conheço bem tuas promessas outras ouvi iguais a essas
Esse teu jeito de enganar conheço bem
Pouco me importa que tu beijes tantas vezes
E que tu mudes de paixão todos os meses
Se vais beijar como eu bem sei
Fazer sonhar como eu sonhei
Mas sem ter nunca amor igual
Ao que eu te dei

GANDHI - O QUE DESTROI O SER HUMANO


sexta-feira, 10 de julho de 2015

JOAO NA AULA DE INGLES


PABLO NERUDA - A PALAVRA


A PALAVRA...
Pablo Neruda


...Sim Senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam... Prosterno-me diante delas... Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as... Amo tanto as palavras... As inesperadas... As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem... Vocábulos amados... Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho... Persigo algumas palavras... São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema... Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas... E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as... Deixo-as como estalactites em meu poema; como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio, presentes da onda... Tudo está na palavra... Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu... Têm sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo o que, se lhes foi agregando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes... São antiqüíssimas e recentíssimas. Vivem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada... Que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos conquistadores torvos... Estes andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras, pelas Américas encrespadas, buscando batatas, butifarras, feijõezinhos, tabaco negro, ouro, milho, ovos fritos, com aquele apetite voraz que nunca. mais,se viu no mundo... Tragavam tudo: religiões, pirâmides, tribos, idolatrias iguais às que eles traziam em suas grandes bolsas... Por onde passavam a terra ficava arrasada... Mas caíam das botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras. Como pedrinhas, as palavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes... o idioma. Saímos perdendo... Saímos ganhando... Levaram o ouro e nos deixaram o ouro... Levaram tudo e nos deixaram tudo... Deixaram-nos as palavras.



quinta-feira, 9 de julho de 2015

👤# GILBERT KEITH CHESTERTON - A PROXIMA GRANDE HERESIA



👤# GILBERT KEITH CHESTERTON - A PROXIMA GRANDE HERESIA
 
 
A próxima grande heresia
Gilbert Keith Chesterton
 
 
A próxima grande heresia
Consistirá simplesmente
Num ataque à moralidade;
E especialmente
À moralidade sexual.
E ela está vindo, não somente
De uns poucos socialistas
Sobreviventes da sociedade
Fabiana, mas da energia viva e
Exultante dos ricos, decididos
A aproveitar a vida sem papa ou
Puritanismo ou Socialismo para
contê-los... As raízes da nova
Heresia, sabe Deus, são tão
Profundas quanto a própria
Natureza, cuja flor é a Luxúria
Da carne e a Luxúria dos olhos
E o orgulho da vida.
Eu dique que o homem que não
Pode ver isso não pode ver os
Sinais dos tempos;
Não é sequer capaz de ver os
Luminosos na rua que são como
Que os novos sinais do Paraíso.
A loucura de amanhã não
Está em Moscou, mas muito
Mais em Manhattan...
 
 
 
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❤# BOM DIA SABADO - BEM-VINDO AGOSTO

  ❤# BOM DIA SABADO - BEM-VINDO AGOSTO   Bom dia, sábado! Bem-vindo, Agosto! Que bons ventos tragam novas - e maravilhosas -  energ...