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sexta-feira, 12 de novembro de 2021

EMMANUEL - NOS E O MUNDO

 




NÓS E O MUNDO

Muitos religiosos afirmam que o mundo é poço de tentações e culpas, procurando o deserto para acobertar a pureza, entretanto, mesmo ai, no silencioso retiro em que se entregam a perigoso ócio da alma, por mais humildes se façam, comem, os frutos e vestem a estamenha que o mundo lhes oferece.
Muitos escritores alegam que o mundo é vasto arsenal de incompreensão e discórdia, viciação e delinqüência. Como quem se vê diante de um serpentário, contudo, é no mundo que recolhem o precioso material em que gravam as próprias idéias e encontram os leitores que lhes compram os livros.
Muitos pregadores clamam que o mundo é vale de malicia e perversidade, qual se as criaturas humanas vivessem mergulhadas em piscina de lodo, todavia, é no mundo que adquirem os conhecimentos com que ornam o próprio verbo e acham os ouvintes que lhes registram respeitosamente a palavra.
Muitas pessoas dizem que o mundo é antro de perdição em que as trevas do mal senhoreiam a vida, no entanto, é no mundo que receberam o regaço materno para tomarem o arado da e experiência é no mundo que se nutrem confortavelmente a fim de demandarem mais altos planos evolutivos.
O mundo, porém, obra-prima da Criação, indiferentes às acusações gratuitas que lhe são desfechadas, prossegue florindo e renovando, guiando o progresso e sustentando as esperanças da Humanidade.
Fugir de trabalhar e sofrer no mundo, a título de resguardar a virtude, é abraçar o egoísmo mascarado de santidade.
O aluno diplomado em curso superior não pode criticar a bisonhice das mentes infantis, reunidas nas linhas primárias da escola.
Os bons são realmente bons se amparam os menos bons.
Os sábios fazem jus à verdadeira sabedoria se buscam dissipar a névoa da ignorância.
O Espírita, na essência, é o cristão chamado a entender e auxiliar.
Doemos, pois, ao mundo ainda que seja o mínimo do máximo que recebemos dele, compreendendo e servindo aos outros, sem atribuir ao mundo os erros e desajustes que estão em nós.


Pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Livro da Esperança, Médium: Francisco Cândido Xavier.


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quinta-feira, 4 de novembro de 2021

AMIZADE EM ARISTOTELES

 



Amizade em Aristóteles

O que é Amizade em Aristóteles?

Diverso da atual compreensão de amizade como sendo um “sentimento fiel de afeição, simpatia, estima ou ternura entre pessoas que geralmente não são ligadas por laços de família ou por atração sexual” (Dic. Aurélio), os antigos a compreendiam numa concepção muito mais ampla. Uma dessas compreensões é a do filósofo estagirita exposta com maestria nos livros VIII e IX de sua Ética a Nicômaco.

Nesta obra, Aristóteles nos presenteia com uma teoria da amizade tipificada em três: amizade por virtude, por prazer e por utilidade. Ao propor essa classificação das amizades o filósofo apenas diferencia seus diversos tipos. Todas são necessárias em ocasiões específicas da vida. Nesse sentido, sua intenção não é propor que eliminemos as amizades “menores”, mas antes que tenhamos consciência do tipo de amizade que estabelecemos com nossos pares.

Em primeiro lugar, não podemos confundir a amizade com o amor ou a benevolência. Essa distinção torna-se fundamental haja vista, com frequência, confundirmos os limites precisos entre amizade, amor e benevolência, resultando em confusões que em nada facilitam as nossas relações com os nossos pares.

Desse modo, como relembra Abbagnano: o amor é acompanhado por excitação, desejo, às vezes dirigidas até a coisas inanimadas, e, portanto, estranhas à amizade. Enquanto a benevolência, diversa da amizade e do amor pode dirigir-se a seres desconhecidos, permanecer oculta e não requer necessariamente a reciprocidade tão própria à amizade e ao amor.


Amizade em Aristóteles

Quando comparadas as três amizades percebe-se, em Aristóteles, que a amizade do prazer e da utilidade são consideradas inferiores à amizade da virtude. Nelas, o amado é amado não por si mesmo, mas em razão da quantidade e qualidade do que podem ofertar de prazeres e utilidades. Desse modo, as amizades do prazer e da utilidade tornam-se defeituosas, limitadas, não plenas.

Aristóteles é bastante categórico quando entende que embora possa haver amizade entre o senhor e o escravo, desde que esse não seja reduzido a mero instrumento daquele. Nos regimes tirânicos a amizade não encontra solo muito fértil, pois não há nada em comum entre tais polos opostos de poder. Desse modo, o filósofo é bem direto ao apontar, como sinaliza Abbagnano: “a amizade é tão mais forte quanto mais coisas comuns houver entre iguais”.


Tipos de Amizade em Aristóteles

A amizade por prazer: Essa amizade não é necessariamente eterna já que o “combustível” é a saciedade do prazer. Acabado o prazer ela tende a se desfazer. Aqui é importante compreender que Aristóteles não resume o prazer à mera satisfação dos impulsos sexuais. O prazer aqui é muito mais amplo, significando uma sensação ou sentimento de agradabilidade, deleite. O típico exemplo de amizade pelo prazer é a pessoa que mantém amizade com outra apenas porque essa outra pessoa é bem humorada e ela se sente bem em estar próxima de pessoas alto-astral. Ou a pessoa que se torna próxima, amiga dos seus “contatinhos” para satisfazer seus impulsos sexuais. Ou que só te convida pra ir a festas e em nenhum momento está preocupado se você está bem, se teve ou não um bom dia.

A amizade por utilidade: Semelhante à amizade pelo prazer, a amizade pela utilidade também não goza da necessária eternidade já que depende da manutenção da utilidade para que ela permaneça ativa. Essa é uma amizade do tipo egoísta, focada na satisfação dos interesses pessoais dos envolvidos. Ela é quase sempre unilateral. Isso não quer dizer que não possa haver reciprocidade. Inclusive é bastante comum presenciarmos situações em que o que unifica determinados amigos é justamente a dependência mútua da satisfação de suas necessidades sejam elas profissionais, acadêmicas, sociais etc. Esse tipo de amizade, baseada na utilidade ou no interesse, é a mais comum socialmente.

A amizade por virtude: É a amizade em sentido pleno. Essa amizade, diferente da amizade pelo prazer e pela utilidade ela tende a ser duradoura, a se constituir na verdadeira amizade, pois é fundada no bem em si. No bem desinteressado de qualquer prazer ou utilidade pessoais. Alysson Augusto exemplifica a amizade por virtude nos seguintes termos: “Maria quer para João o que for bom para João porque quer o bem dele”. Esse tipo de amizade é bem raro, pois tem como combustível o desejo de bem-estar do outro sem qualquer interesse particular.

Sugestão audiovisual: Para complementar e enriquecer o tema aqui abordado sugerimos que assista ao vídeo: “Amizade em Aristóteles | 3 Tipos de Amizade: Interesse, Prazer & Virtude” do professor Alysson Augusto, disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=jG9mC4jqrm0&ab_channel=AlyssonAugusto>.



Referências Bibliográficas

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. Tradução coordenada e revista por Alfredo Bosi. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

UTZ, Konrad. A Benevolência na definição aristotélica da amizade. Revista Hypnos, n. 22, 2009.

FONTE:
Amizade em Aristóteles.
<https://www.portalsaofrancisco.com.br/filosofia/amizade-em-aristoteles#:~:text=A%20amizade%20por%20virtude%3A%20%C3%89,qualquer%20prazer%20ou%20utilidade%20pessoais.>



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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

AMIZADE EM ARISTOTELES



Amizade em Aristóteles

O que é Amizade em Aristóteles?

Diverso da atual compreensão de amizade como sendo um “sentimento fiel de afeição, simpatia, estima ou ternura entre pessoas que geralmente não são ligadas por laços de família ou por atração sexual” (Dic. Aurélio), os antigos a compreendiam numa concepção muito mais ampla. Uma dessas compreensões é a do filósofo estagirita exposta com maestria nos livros VIII e IX de sua Ética a Nicômaco.

Nesta obra, Aristóteles nos presenteia com uma teoria da amizade tipificada em três: amizade por virtude, por prazer e por utilidade. Ao propor essa classificação das amizades o filósofo apenas diferencia seus diversos tipos. Todas são necessárias em ocasiões específicas da vida. Nesse sentido, sua intenção não é propor que eliminemos as amizades “menores”, mas antes que tenhamos consciência do tipo de amizade que estabelecemos com nossos pares.

Em primeiro lugar, não podemos confundir a amizade com o amor ou a benevolência. Essa distinção torna-se fundamental haja vista, com frequência, confundirmos os limites precisos entre amizade, amor e benevolência, resultando em confusões que em nada facilitam as nossas relações com os nossos pares.

Desse modo, como relembra Abbagnano: o amor é acompanhado por excitação, desejo, às vezes dirigidas até a coisas inanimadas, e, portanto, estranhas à amizade. Enquanto a benevolência, diversa da amizade e do amor pode dirigir-se a seres desconhecidos, permanecer oculta e não requer necessariamente a reciprocidade tão própria à amizade e ao amor.


Amizade em Aristóteles

Quando comparadas as três amizades percebe-se, em Aristóteles, que a amizade do prazer e da utilidade são consideradas inferiores à amizade da virtude. Nelas, o amado é amado não por si mesmo, mas em razão da quantidade e qualidade do que podem ofertar de prazeres e utilidades. Desse modo, as amizades do prazer e da utilidade tornam-se defeituosas, limitadas, não plenas.

Aristóteles é bastante categórico quando entende que embora possa haver amizade entre o senhor e o escravo, desde que esse não seja reduzido a mero instrumento daquele. Nos regimes tirânicos a amizade não encontra solo muito fértil, pois não há nada em comum entre tais polos opostos de poder. Desse modo, o filósofo é bem direto ao apontar, como sinaliza Abbagnano: “a amizade é tão mais forte quanto mais coisas comuns houver entre iguais”.


Tipos de Amizade em Aristóteles

A amizade por prazer: Essa amizade não é necessariamente eterna já que o “combustível” é a saciedade do prazer. Acabado o prazer ela tende a se desfazer. Aqui é importante compreender que Aristóteles não resume o prazer à mera satisfação dos impulsos sexuais. O prazer aqui é muito mais amplo, significando uma sensação ou sentimento de agradabilidade, deleite. O típico exemplo de amizade pelo prazer é a pessoa que mantém amizade com outra apenas porque essa outra pessoa é bem humorada e ela se sente bem em estar próxima de pessoas alto-astral. Ou a pessoa que se torna próxima, amiga dos seus “contatinhos” para satisfazer seus impulsos sexuais. Ou que só te convida pra ir a festas e em nenhum momento está preocupado se você está bem, se teve ou não um bom dia.

A amizade por utilidade: Semelhante à amizade pelo prazer, a amizade pela utilidade também não goza da necessária eternidade já que depende da manutenção da utilidade para que ela permaneça ativa. Essa é uma amizade do tipo egoísta, focada na satisfação dos interesses pessoais dos envolvidos. Ela é quase sempre unilateral. Isso não quer dizer que não possa haver reciprocidade. Inclusive é bastante comum presenciarmos situações em que o que unifica determinados amigos é justamente a dependência mútua da satisfação de suas necessidades sejam elas profissionais, acadêmicas, sociais etc. Esse tipo de amizade, baseada na utilidade ou no interesse, é a mais comum socialmente.

A amizade por virtude: É a amizade em sentido pleno. Essa amizade, diferente da amizade pelo prazer e pela utilidade ela tende a ser duradoura, a se constituir na verdadeira amizade, pois é fundada no bem em si. No bem desinteressado de qualquer prazer ou utilidade pessoais. Alysson Augusto exemplifica a amizade por virtude nos seguintes termos: “Maria quer para João o que for bom para João porque quer o bem dele”. Esse tipo de amizade é bem raro, pois tem como combustível o desejo de bem-estar do outro sem qualquer interesse particular.

Sugestão audiovisual: Para complementar e enriquecer o tema aqui abordado sugerimos que assista ao vídeo: “Amizade em Aristóteles | 3 Tipos de Amizade: Interesse, Prazer & Virtude” do professor Alysson Augusto, disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=jG9mC4jqrm0&ab_channel=AlyssonAugusto>.



Referências Bibliográficas

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. Tradução coordenada e revista por Alfredo Bosi. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

UTZ, Konrad. A Benevolência na definição aristotélica da amizade. Revista Hypnos, n. 22, 2009.

FONTE:
Amizade em Aristóteles.
<https://www.portalsaofrancisco.com.br/filosofia/amizade-em-aristoteles#:~:text=A%20amizade%20por%20virtude%3A%20%C3%89,qualquer%20prazer%20ou%20utilidade%20pessoais.>



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#♥,
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quarta-feira, 22 de maio de 2019

EMMANUEL - NOS E O MUNDO




NÓS E O MUNDO

Muitos religiosos afirmam que o mundo é poço de tentações e culpas, procurando o deserto para acobertar a pureza, entretanto, mesmo ai, no silencioso retiro em que se entregam a perigoso ócio da alma, por mais humildes se façam, comem, os frutos e vestem a estamenha que o mundo lhes oferece.
Muitos escritores alegam que o mundo é vasto arsenal de incompreensão e discórdia, viciação e delinqüência. Como quem se vê diante de um serpentário, contudo, é no mundo que recolhem o precioso material em que gravam as próprias idéias e encontram os leitores que lhes compram os livros.
Muitos pregadores clamam que o mundo é vale de malicia e perversidade, qual se as criaturas humanas vivessem mergulhadas em piscina de lodo, todavia, é no mundo que adquirem os conhecimentos com que ornam o próprio verbo e acham os ouvintes que lhes registram respeitosamente a palavra.
Muitas pessoas dizem que o mundo é antro de perdição em que as trevas do mal senhoreiam a vida, no entanto, é no mundo que receberam o regaço materno para tomarem o arado da e experiência é no mundo que se nutrem confortavelmente a fim de demandarem mais altos planos evolutivos.
O mundo, porém, obra-prima da Criação, indiferentes às acusações gratuitas que lhe são desfechadas, prossegue florindo e renovando, guiando o progresso e sustentando as esperanças da Humanidade.
Fugir de trabalhar e sofrer no mundo, a título de resguardar a virtude, é abraçar o egoísmo mascarado de santidade.
O aluno diplomado em curso superior não pode criticar a bisonhice das mentes infantis, reunidas nas linhas primárias da escola.
Os bons são realmente bons se amparam os menos bons.
Os sábios fazem jus à verdadeira sabedoria se buscam dissipar a névoa da ignorância.
O Espírita, na essência, é o cristão chamado a entender e auxiliar.
Doemos, pois, ao mundo ainda que seja o mínimo do máximo que recebemos dele, compreendendo e servindo aos outros, sem atribuir ao mundo os erros e desajustes que estão em nós.


Pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Livro da Esperança, Médium: Francisco Cândido Xavier.


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sexta-feira, 30 de junho de 2017

LEGIAO URBANA - METAL CONTRA AS NUVENS

Legião Urbana - Metal Contra as Nuvens
Albúm V, 1991


Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz

Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão

Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos

Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá

Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa

Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo

Olha o sopro do dragão
É a verdade o que assombra
O descaso que condena
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais

Tenho os sentidos já dormentes
O corpo quer, a alma entende
Esta é a terra de ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão

Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então
Tudo passa, tudo passará

E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar

E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora
Apenas começamos

❤# BOM DIA SABADO - BEM-VINDO AGOSTO

  ❤# BOM DIA SABADO - BEM-VINDO AGOSTO   Bom dia, sábado! Bem-vindo, Agosto! Que bons ventos tragam novas - e maravilhosas -  energ...