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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

ZE RAMALHO - BEIRA-MAR


Zé Ramalho - Beira-Mar


Eu entendo a noite como um oceano
Que banha de sombras o mundo de sol
Aurora que luta por um arrebol
Em cores vibrantes e ar soberano
Um olho que mira nunca o engano
Durante o instante que vou contemplar

Além, muito além onde quero chegar
Caindo a noite me lanço no mundo
Além do limite do vale profundo
Que sempre começa na beira do mar
É na beira do mar

Olhe, por dentro das águas há quadros e sonhos
E coisas que sonham o mundo dos vivos
Há peixes milagrosos, insetos nocivos
Paisagens abertas, desertos medonhos
Léguas cansativas, caminhos tristonhos
Que fazem o homem se desenganar
Há peixes que lutam para se salvar
Daqueles que caçam num mar revoltoso
E outros que devoram com gênio assombroso
As vidas que caem na beira do mar
É na beira do mar

E até que a morte eu sinta chegando
Prossigo cantando, beijando o espaço
Além do cabelo que desembaraço
Invoco as águas a vir inundando
Pessoas e coisas que vão se arrastando
Do meu pensamento já podem lavar
Ah! no peixe de asas eu quero voar
Sair do oceano de tez poluída
Cantar um galope fechando a ferida
Que só cicatriza na beira do mar
É na beira do mar

domingo, 6 de março de 2005

ALLAN KARDEC - A REALEZA DE JESUS




A realeza de Jesus


 

O reino de Jesus não é deste mundo, é o que cada um compreende; mas sobre a Terra não terá também uma realeza? O título de rei não implica sempre no exercício de um poder temporal; ele é dado por um consentimento unânime àquele que seu gênio coloca em primeiro plano em uma ordem de idéias quaisquer, que domina seu século e influi sobre o progresso da Humanidade. É nesse sentido que se diz: o rei ou o príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc. Essa realeza, nascida no mérito pessoal, consagrada pela posteridade, não tem, freqüentemente, uma preponderância maior do que a outra é o jogo das viissitudes; ela é sempre abençoada pelas gerações futuras, enquanto que a outra, por vezes, é amaldiçoada. A realeza terrestre acaba com a vida; a realeza moral governa ainda, e sobretudo, depois da morte. A esse título Jesus não é um rei mais poderoso que muitos potentados? Foi, pois, com razão que disse a Pilatos: - Eu sou rei, mas meu reino não é deste mundo.

Allan Kardec
(página extraída de O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap.: II - item 4) 08/Abr/2004 18:00



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