terça-feira, 4 de agosto de 2015

EDIBAR E A VISITA DE SOGRA


GAL COSTA - MEU NOME E GAL


Meu Nome é Gal
Gal Costa



Meu nome é Gal
E desejo me corresponder
Com um rapaz que seja o tal
Meu nome é Gal

E não faz mal
Que ele não seja branco, não tenha "cultura"
De qualquer altura, eu amo igual
Meu nome é Gal

E tanto faz
Que ele tenha defeito
Ou traga no peito crença ou tradição
Meu nome é Gal, eu amo igual
Ah, meu nome é Gal

"Meu nome é Gal, tenho 24 anos
Nasci na Barra Avenida, Bahia
Todo dia eu sonho alguém pra mim
Acredito em Deus, gosto de baile, cinema
Admiro Caetano, Gil, Roberto, Erasmo,
Macalé, Paulinho da Viola, Lanny,
Rogério Sganzerla, Jorge Ben, Rogério Duprat,
Waly, Dircinho, Nando,
E o pessoal da pesada
E se um dia eu tiver alguém com bastante amor pra me dar
Não precisa sobrenome
Pois é o amor que faz o homem."

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

ARTUR DA TAVOLA - AMOR MADURO


Amor Maduro


O amor maduro não é menor em intensidade.
Ele é apenas quase silencioso. Não é menor em extensão.
É mais definido, colorido e poetizado.
Não carece de demonstrações: presenteia com a verdade do sentimento.
Não precisa de presenças exigidas: amplia-se com as ausências significantes.

O amor maduro somente aceita viver os problemas da felicidade.
Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem e o prazer.
Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.

O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto-ilusão.
Basta-se com o todo do pouco.
Não precisa nem quer nada do muito.
Está relacionado com a vida e a sua incompletude, por isso é pleno em cada ninharia por ele transformada em paraíso.
É feito de compreensão, música e mistério.
É a forma sublime de ser adulto e a forma adulta de ser sublime e criança.
O amor maduro não disputa, não cobra, pouco pergunta, menos quer saber. Teme, sim. Porém, não faz do temor, argumento.
Basta-se com a própria existência.
Alimenta-se do instante presente valorizado e importante porque redentor de todos os equívocos do passado.
O amor maduro é a regeneração de cada erro.
Ele é filho da capacidade de crer e continuar, é o sentimento que se manteve mais forte depois de todas as ameaças, guerras ou inundações existenciais com epidemias de ciúme.

O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com a parte salva de cada pessoa.
Ele vive do que não morreu mesmo tendo ficado para depois.
Vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados cheios de sementes.
Ele não pede, tem.
Não reivindica, consegue.
Não persegue, recebe.
Não exige, dá. Não pergunta, adivinha.
Existe, para fazer feliz.
Só teme o que cansa, machuca ou desgasta.

ZE RAMALHO - MULHER NOVA BONITA E CARINHOSA


Zé Ramalho - Mulher Nova, Bonita e Carinhosa


Numa luta de gregos e troianos
Por Helena, a mulher de Menelau
Conta a história de um cavalo de pau
Terminava uma guerra de dez anos
Menelau, o maior dos espartanos
Venceu Páris, o grande sedutor
Humilhando a família de Heitor
Em defesa da honra caprichosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor


Alexandre figura desumana
Fundador da famosa Alexandria
Conquistava na Grécia e destruía
Quase toda a população Tebana
A beleza atrativa de Roxana
Dominava o maior conquistador
E depois de vencê-la, o vencedor
Entregou-se à pagã mais que formosa
Mulher nova bonita e carinhosa
Faz um homem gemer sem sentir dor


A mulher tem na face dois brilhantes
Condutores fiéis do seu destino
Quem não ama o sorriso feminino
Desconhece a poesia de Cervantes
A bravura dos grandes navegantes
Enfrentando a procela em seu furor
Se não fosse a mulher mimosa flor
A história seria mentirosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor


Virgulino Ferreira, o Lampião
Bandoleiro das selvas nordestinas
Sem temer a perigo nem ruínas
Foi o rei do cangaço no sertão
Mas um dia sentiu no coração
O feitiço atrativo do amor
A mulata da terra do condor
Dominava uma fera perigosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor

domingo, 2 de agosto de 2015

ZE RAMALHO - BATENDO NA PORTA DO CEU


Zé Ramalho - Batendo Na Porta Do Céu

Composição: Bob Dylan
Tradução e adaptação: Zé Ramalho


Uh! Uh! uh! uh!

Uh! Uh! uh! uh!

 

Mãe!
Tire o distintivo de mim
Que eu não posso mais usá-lo
Está escuro demais pra ver
Me sinto até batendo
Na porta do céu

 

Bate! Bate! bate!
Na porta do céu
Bate! Bate! bate!
Na porta do céu
Bate! Bate! bate!
Na porta do céu
Bate! Bate! bate!
Na porta do céu

 

Mãe!
Guarde esses revólveres
Pra mim
Com eles nunca mais
Vou atirar
A grande nuvem escura
Já me envolveu
Me sinto até batendo
Na porta do céu

 

Bate! Bate! bate!
Na porta do céu
Bate! Bate! bate!
Na porta do céu
Bate! Bate! bate!
Na porta do céu
Bate! Bate! bate!
Na porta do céu

 

Oh! Oh!
Uh! Uh! uh! uh!
Uh! Uh! uh! uh!

 

Bate! Bate! bate!
Na porta do céu
Bate! Bate! bate!
Na porta do céu
Bate! Bate! bate!
Na porta do céu
Bate! Bate! bate!
Na porta do céu

PATRICK FIORI - SANS BRUIT


SANS BRUIT (PATRICK FIORI)


Elle en fera des poches
Pour mieux se persuader
Que sa vie n'est pas moche
Qu'elle est juste encombrée
Par des filles angéliques
Qui regardent son mec
Elle connaît la musique
Mais ses yeux restent secs

Refrain 1:
Sans bruit
Il la trompera
Sans bruit
Puis il rentrera
Lui dire
Y' a que toi que j'aime
La vie est une bohémienne
Et c'est sans bruit
Que les larmes viennent

Elle posera ses valises
Sur les quais des grandes lignes
Pour voir comment se brisent
Les illusions intimes
Elle refera sa vie
Mille fois dans sa tête
Mais ce qu'on décide la nuit
Demain sera peut-être

Refrain 2:
Sans bruit
Il la trahira
Sans bruit
Puis il rentrera
Lui dire
Y' a que toi que j'aime
La vie peut devenir chienne
Et c'est sans bruit
Que tout son cœur saigne

Sans bruit, sans bruit

Elle pensera au pire
En longeant des écluses
Mais elle préfère souffrir
Sans se trouver d'excuses
Elle parlera de lui
Comme s'il était mort
Sur sa photographie
Elle jettera des sorts

Refrain 3:
Sans bruit
Elle le trompera
Sans bruit
Puis elle rentrera
Maudire
L'appartement désert
La vie est une carnassière
Et c'est sans bruit
Qu'on rentre en enfer

Refrain 4:
Sans bruit
Il la trahira
Sans bruit
Puis il rentrera
Lui dire
Y' a que toi que j'aime
La vie peut devenir chienne
Et c'est sans bruit
Que tout son cœur saigne

Sans bruit
Sans bruit
Sans bruit



sexta-feira, 31 de julho de 2015

PAULO LEMINSKI - SEM TITULO


Paulo Leminski
Sem título



Eu tão isósceles
Você ângulo
Hipóteses
Sobre o meu tesão

Teses sínteses
Antíteses
Vê bem onde pises
Pode ser meu coração

ZE RAMALHO - CHAO DE GIZ


 

Zé Ramalho - Chão de Giz


Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre
Um Chão de Giz
Há meros devaneios tolos
A me torturar
Fotografias recortadas
Em jornais de folhas
Amiúde!
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes  
Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe
Um grão-vizir
Há tantas violetas velhas
Sem um colibri
Queria usar, quem sabe
Uma camisa de força
Ou de vênus
Mas não vou gozar de nós
Apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom  
Agora pego
Um caminhão na lona
Vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado
No seu calcanhar
Meus vinte anos de boy
That's over, baby!
Freud explica  
Não vou me sujar
Fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes
Já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo
É assunto popular  
No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

ZE RAMALHO - A TERCEIRA LAMINA


Zé Ramalho - A Terceira Lâmina


É aquela que fere
Que virá mais tranquila
Com a fome do povo
Com pedaços da vida
Como a dura semente
Que se prende no fogo
De toda multidão
Acho bem mais
Do que pedras na mão...


Dos que vivem calados
Pendurados no tempo
Esquecendo os momentos
Na fundura do poço
Na garganta do fosso
Na voz de um cantador...


E virá como guerra
A terceira mensagem
Na cabeça do homem
Aflição e coragem
Afastado da terra
Ele pensa na fera
Que o começa a devorar...


Acho que os anos
Irão se passar
Com aquela certeza
Que teremos no olho
Novamente a ideia
De sairmos do poço
Da garganta do fosso
Na voz de um cantador...


E virá como guerra
A terceira mensagem
Na cabeça do homem
Aflição e coragem
Afastado da terra
Ele pensa na fera
Que o começa a devorar...


Acho que os anos
Irão se passar
Com aquela certeza
Que teremos no olho
Novamente a ideia
De sairmos do poço
Da garganta do fosso
Na voz de um cantador...


Heiá! Oh! Oh!
Heiá! Oooooooh!
Oh! Oh! Oh! Oh!

MUSICA BOA NAO FICA VELHA


quarta-feira, 29 de julho de 2015

ZE RAMALHO - PEPITAS DE FOGO



























Zé Ramalho - Pepitas de Fogo


Que o pensamento do povo que nunca voa
Que nasce com qualquer estrela
Que nada em qualquer lagoa
Que brinca como um cavalo
Garupa por todo caminho
No pingo de qualquer ribeira
No facho de qualquer espinho
No rabo de qualquer cometa
E na maleta, as figuras do mundo vão levar
As figuras do mundo vão levar
As figuras do mundo vão levar
Eh... boi...
Que o casamento, do fogo que nunca queima
Da água que nunca lava
E limpa de qualquer maneira
O velho crânio do homem
Na missa do sétimo dia
No pingo do redemoinho
No corredor das intrigas
No vendaval do mistério
E no minério, pepitas de fogo vão brilhar
As pepitas de fogo vão brilhar
As pepitas de fogo vão brilhar

❤# BOM DIA SABADO - BEM-VINDO AGOSTO

  ❤# BOM DIA SABADO - BEM-VINDO AGOSTO   Bom dia, sábado! Bem-vindo, Agosto! Que bons ventos tragam novas - e maravilhosas -  energ...